Casos Abertos · Francis Sullivan & Marni Mullins

Sullivan e Mullins são uma dupla improvável do policial britânico de Alison Belsham, passado em Brighton, a cidade balnear do sul de Inglaterra que tem tanto de postal como de submundo. Francis Sullivan é um inspetor recém-promovido, jovem, religioso e inexperiente, que enfrenta o seu primeiro caso de homicídio com uma ambição que tenta disfarçar de dever. Marni Mullins é tatuadora e mãe divorciada, com um passado traumático e uma desconfiança profunda da polícia, e é ela quem encontra o primeiro corpo.
O que os liga é o assassino: alguém que escolhe as vítimas pelas tatuagens e as retira ainda em vida. Marni conhece o mundo da tatuagem por dentro e é quem melhor consegue ler os desenhos como pistas, e Sullivan precisa dela, mesmo sabendo que ela não confia nele. O resultado é uma parceria feita de atritos, em que ela traz o conhecimento do meio e ele a autoridade institucional. Belsham alterna a investigação com a perspetiva do próprio assassino, num tom mais cru do que o dos policiais mais clássicos. Li apenas o primeiro livro, de uma série de três. Há ainda uma ironia que atravessa a série: Sullivan, que acredita nas regras e na ordem, e Marni, que aprendeu a desconfiar de ambas, acabam por precisar um do outro para resolver o que nenhum conseguiria sozinho. Brighton, com os seus passeios à beira-mar e os seus becos escuros, serve de cenário a essa tensão. Para quem gosta de duplas com atrito e de policiais sem romantismo, são companhia de leitura certeira.
O que os liga é o assassino: alguém que escolhe as vítimas pelas tatuagens e as retira ainda em vida. Marni conhece o mundo da tatuagem por dentro e é quem melhor consegue ler os desenhos como pistas, e Sullivan precisa dela, mesmo sabendo que ela não confia nele. O resultado é uma parceria feita de atritos, em que ela traz o conhecimento do meio e ele a autoridade institucional. Belsham alterna a investigação com a perspetiva do próprio assassino, num tom mais cru do que o dos policiais mais clássicos. Li apenas o primeiro livro, de uma série de três. Há ainda uma ironia que atravessa a série: Sullivan, que acredita nas regras e na ordem, e Marni, que aprendeu a desconfiar de ambas, acabam por precisar um do outro para resolver o que nenhum conseguiria sozinho. Brighton, com os seus passeios à beira-mar e os seus becos escuros, serve de cenário a essa tensão. Para quem gosta de duplas com atrito e de policiais sem romantismo, são companhia de leitura certeira.
+ ver mais| # | Livro | Estado |
|---|---|---|
| 1 | O Ladrão de TatuagensThe Tattoo Thief | ★ 3,87 Goodreads · ★★★★ |
| 2 | O Último FôlegoHer Last Breath | ★ 4,09 Goodreads · por ler |
| 3 | O EmbalsamadorThe Embalmer | ★ 3,97 Goodreads · por ler |
Médias do Goodreads em outubro de 2026.
Porque junta duas personagens com razões opostas para desconfiar uma da outra e um universo pouco explorado no policial, o das tatuagens, tratado com respeito pela arte e pelos seus profissionais. Belsham escreve com ritmo e sem pudor, e o primeiro livro funciona como um thriller completo, com um desfecho que não deixa o leitor a meio.
Um policial britânico de ritmo rápido, uma dupla com química pelo atrito e um cenário, Brighton, que serve tanto de postal como de armadilha. Quem gosta de thrillers de assassinos em série, desde que estômago e aviso de conteúdo estejam em dia, encontra aqui uma série que se lê quase de um fôlego.
Sullivan e Mullins têm o mérito de me terem feito gostar de uma dupla que, no papel, parecia improvável: ele, rígido e inseguro; ela, desconfiada e feroz. É nos atritos entre os dois que o livro respira, e Marni, em particular, ficou-me na cabeça. O caso é duro, a ponto de eu não o recomendar a quem tem o estômago sensível, mas o universo da tatuagem dá-lhe uma textura rara. Dei quatro estrelas ao primeiro volume e conto ler os outros dois quando o ritmo da lista o permitir, porque quero ver para onde vai a parceria. Dá gosto ver como Belsham não facilita a vida a nenhum dos dois: Sullivan comete erros e Marni resiste mesmo quando devia ceder, e é isso que os torna credíveis. Se a série mantiver o nível do primeiro livro, vai valer a pena acompanhar a evolução da dupla, sobretudo pela forma como a autora trata a desconfiança entre a polícia e o mundo de Marni.