★★★★★ 2014
| Editora | Bertrand Editora |
| Ano | 2015 |
Bill Hodges é um detetive reformado, deprimido, a desperdiçar os dias em frente à televisão, quando recebe uma carta a provocá-lo: o autor afirma ser o responsável pelo massacre ainda por resolver que mais assombra a carreira de Hodges, um atropelamento em massa cometido com um Mercedes roubado contra uma fila de desempregados à espera de uma feira de emprego, anos antes. A carta é de Brady Hartsfield, um jovem tecnicamente competente e profundamente perturbado, que trabalha numa loja de eletrónicos e sonha com um novo ataque, ainda maior.
Em vez de o empurrar para o suicídio, como Brady pretendia, a carta devolve a Hodges um propósito: decidido a impedir o próximo ataque antes que a polícia oficial sequer saiba que o caso continua em aberto, recruta a ajuda inesperada de Holly Gibney, prima neurótica e socialmente ansiosa de uma das vítimas, e do adolescente vizinho Jerome Robinson. O trio improvável forma-se numa corrida contra o tempo para impedir que Brady leve a cabo um atentado ainda mais mortífero num concerto lotado de adolescentes, numa narrativa que King constrói com o suspense de um thriller policial clássico, mas carregado da tensão psicológica que é a sua marca registada. É aqui que nasce a parceria entre Hodges e Holly, que viria a definir toda a série seguinte.
Em vez de o empurrar para o suicídio, como Brady pretendia, a carta devolve a Hodges um propósito: decidido a impedir o próximo ataque antes que a polícia oficial sequer saiba que o caso continua em aberto, recruta a ajuda inesperada de Holly Gibney, prima neurótica e socialmente ansiosa de uma das vítimas, e do adolescente vizinho Jerome Robinson. O trio improvável forma-se numa corrida contra o tempo para impedir que Brady leve a cabo um atentado ainda mais mortífero num concerto lotado de adolescentes, numa narrativa que King constrói com o suspense de um thriller policial clássico, mas carregado da tensão psicológica que é a sua marca registada. É aqui que nasce a parceria entre Hodges e Holly, que viria a definir toda a série seguinte.
+ ver maisViolência em massa e ideação suicida descritas com algum detalhe; tom psicológico pesado.
É sempre arriscado um autor de terror tentar um thriller policial puro, mas King sai-se extraordinariamente bem, construindo um vilão, Brady Hartsfield, genuinamente aterrador precisamente por ser tão mundano e reconhecível. Mas o verdadeiro trunfo do livro é Holly Gibney: entra em cena como personagem secundária nervosa e incómoda, e sai dele já claramente destinada a muito mais. Hodges é um protagonista imperfeito e cansado, do tipo que raramente vemos em thrillers de ação, e isso torna a sua redenção ainda mais satisfatória de acompanhar.