★★★★★ lido em 08/11/2022
| Editora | Alma dos Livros |
| Ano | 2018 |
Uma denúncia anónima sobre provas escondidas numa pedreira abandonada nos arredores de Londres leva Erika a um achado muito mais perturbador do que esperava: os restos de uma criança de onze anos, desaparecida há vinte e seis anos, num caso que o departamento deu havia muito como irresolúvel. Ao reabrir um processo coberto de pó e de memórias incómodas, Erika depara-se com uma família ainda presa ao luto e cheia de segredos cuidadosamente guardados, e com um detetive reformado, atormentado durante décadas por nunca o ter resolvido, cuja vergonha antiga ameaça agora repetir-se na própria carreira de Erika.
A pedreira guarda mais do que ossos: guarda a memória de uma investigação anterior mal resolvida, cujo fracasso ainda paira, como uma sombra, sobre todo o departamento e sobre quem a conduziu. Erika precisa de reconstruir, a partir de quase nada, apenas memórias desgastadas e provas degradadas pelo tempo, os últimos dias de uma criança desaparecida há mais de duas décadas, sabendo que cada erro cometido na altura tornou o seu trabalho agora quase impossível. É um caso que a obriga a confrontar os limites do próprio sistema que jurou servir, e a perguntar-se quantas outras crianças ficaram esquecidas da mesma forma.
A pedreira guarda mais do que ossos: guarda a memória de uma investigação anterior mal resolvida, cujo fracasso ainda paira, como uma sombra, sobre todo o departamento e sobre quem a conduziu. Erika precisa de reconstruir, a partir de quase nada, apenas memórias desgastadas e provas degradadas pelo tempo, os últimos dias de uma criança desaparecida há mais de duas décadas, sabendo que cada erro cometido na altura tornou o seu trabalho agora quase impossível. É um caso que a obriga a confrontar os limites do próprio sistema que jurou servir, e a perguntar-se quantas outras crianças ficaram esquecidas da mesma forma.
+ ver maisEnvolve o desaparecimento e morte de uma criança; tratado sem detalhe explícito. Envolve o desaparecimento e morte de uma criança; tratado sem detalhe explícito, mas com peso emocional considerável.
Aqui Erika confronta, pela primeira vez, o fracasso de outro detetive — e isso obriga-a a olhar de frente para o que aconteceria se ela própria alguma vez falhasse desta forma. Erika aprende, pela primeira vez na série, a lidar com um caso onde não há um vilão simples a apontar. Este é, para mim, o mais melancólico dos livros da série, e talvez por isso o que mais me marcou. Há algo profundamente humano na forma como Bryndza trata o fracasso alheio sem o transformar em caricatura, e fechei o livro a pensar durante dias nas famílias que ficam para trás quando um caso nunca se resolve. Leitura emocionalmente exigente, mas que vale cada página.