★★★★★ lido em 25/11/2022
| Editora | Alma dos Livros |
| Ano | 2020 |
Numa manhã gelada de inverno, uma mulher abre a porta de casa e encontra o corpo ensanguentado da própria filha estendido no chão, um crime tão súbito e tão perto de casa que abala toda a vizinhança. Ainda fragilizada, física e emocionalmente, pelas feridas do caso anterior, Erika insiste em liderar esta investigação, apesar das dúvidas discretas de alguns colegas, e descobre rapidamente outros ataques na mesma zona tranquila e aparentemente segura, todos ligados por uma figura vestida de preto, com uma inquietante máscara de gás, que escolhe as vítimas com uma frieza quase ritual.
A figura mascarada não deixa pistas forenses óbvias, apenas terror calculado e um rasto de medo que se espalha depressa pelo bairro, e esse vazio quase total de provas materiais obriga Erika a confiar mais no padrão de comportamento do que em qualquer prova concreta. O bairro tranquilo onde os ataques acontecem esconde tensões antigas que ninguém queria admitir publicamente, rivalidades e segredos guardados a sete chaves atrás de portas bem cuidadas, e quando o perigo chega finalmente à sua própria equipa, alguém com quem trabalha todos os dias, o caso deixa de ser apenas profissional e torna-se, de repente, insuportavelmente pessoal para Erika.
A figura mascarada não deixa pistas forenses óbvias, apenas terror calculado e um rasto de medo que se espalha depressa pelo bairro, e esse vazio quase total de provas materiais obriga Erika a confiar mais no padrão de comportamento do que em qualquer prova concreta. O bairro tranquilo onde os ataques acontecem esconde tensões antigas que ninguém queria admitir publicamente, rivalidades e segredos guardados a sete chaves atrás de portas bem cuidadas, e quando o perigo chega finalmente à sua própria equipa, alguém com quem trabalha todos os dias, o caso deixa de ser apenas profissional e torna-se, de repente, insuportavelmente pessoal para Erika.
+ ver maisViolência contra jovens mulheres; tratada sem detalhe gráfico gratuito. Envolve violência contra jovens mulheres e referências a perseguição prolongada.
Erika ainda carrega as marcas do livro anterior, mas insiste em liderar mesmo fragilizada — e desta vez o perigo chega a alguém da sua própria equipa, tornando o caso pessoal de uma forma nova. Ainda fragilizada, Erika mostra pela primeira vez que sabe pedir ajuda à equipa em vez de tentar resolver tudo sozinha. Para mim, este é o livro em que a relação de Erika com Moss e Peterson realmente amadurece, e isso tornou a leitura ainda mais envolvente do que o próprio mistério da figura mascarada. Bryndza equilibra bem o terror da trama principal com estes pequenos momentos de confiança e vulnerabilidade entre colegas, e saí desta leitura a gostar ainda mais da equipa como um todo.