★★★★ lido em 18/10/2024
| Editora | Alma dos Livros |
| Ano | 2024 |
Um homem é encontrado morto, amarrado de mãos e pés de forma quase cerimonial, num crime que à primeira vista parece isolado mas que depressa revela raízes muito mais profundas. Na tentativa de identificar as restantes vítimas ligadas ao caso, Erika esbarra repetidamente numa trabalhadora do sexo esquiva e assustada, que guarda segredos sobre homens poderosos e bem relacionados, segredos suficientes para deixar os chefes da Polícia Metropolitana visivelmente nervosos e desesperados por que o caso simplesmente não avance, custe o que custar à carreira de quem insistir em continuar a investigar.
É um caso que obriga Erika a lidar com um sistema que falhou redondamente a própria vítima muito antes de o assassino sequer agir, ignorando denúncias e virando a cara a avisos óbvios, e essa falha institucional pesa tanto na consciência de Erika como o crime em si mesmo. A fronteira entre justiça e vingança torna-se cada vez mais ténue à medida que a verdade emerge, camada a camada, e Erika é forçada a perguntar-se até onde está disposta a ir, e a quem está realmente disposta a proteger, quando as regras do próprio sistema parecem desenhadas para proteger os culpados errados.
É um caso que obriga Erika a lidar com um sistema que falhou redondamente a própria vítima muito antes de o assassino sequer agir, ignorando denúncias e virando a cara a avisos óbvios, e essa falha institucional pesa tanto na consciência de Erika como o crime em si mesmo. A fronteira entre justiça e vingança torna-se cada vez mais ténue à medida que a verdade emerge, camada a camada, e Erika é forçada a perguntar-se até onde está disposta a ir, e a quem está realmente disposta a proteger, quando as regras do próprio sistema parecem desenhadas para proteger os culpados errados.
+ ver maisViolência e referências a exploração sexual, tratadas sem detalhe gráfico gratuito. Envolve exploração sexual e abuso de poder institucional, tratados sem detalhe explícito.
Depois de sete casos a lutar pelo próprio lugar, Erika chega aqui como alguém disposta a desafiar a própria hierarquia da Polícia Metropolitana — já não é a detetive à beira da queda do livro um, é a detetive que os poderosos têm razões para temer. Que viagem fazer até aqui, sete livros depois, e sentir o peso de tudo o que Erika conquistou ao longo da série. Bryndza fecha este arco com um livro raivoso e necessário sobre poder e impunidade, e fiquei a torcer por Erika do início ao fim, com a sensação clara de estar a ler uma autora no seu melhor momento.