★★★★ data a confirmar
| Editora | Topseller |
| Ano | 2017 |
Um corpo é encontrado numa floresta isolada, com marcas que sugerem uma perseguição deliberada, quase um jogo de caça ao homem levado a extremos macabros. Os ferimentos contam uma história de resistência e fuga, de alguém que correu até já não ter para onde correr. Helen percebe rapidamente que não está perante um crime impulsivo cometido num momento de fúria, mas perante alguém metódico, que escolhe cuidadosamente o terreno, a distância, o tempo de perseguição e as regras do próprio jogo macabro, como se cada detalhe fizesse parte de um ritual cuidadosamente ensaiado.
A floresta, vasta, densa e sem testemunhas, funciona como cúmplice silenciosa do assassino, escondendo pistas tão depressa quanto a chuva as apaga. Helen precisa de pensar como caçador, não como detetive de secretária, para antecipar o próximo movimento de alguém que conhece aquele terreno melhor do que qualquer mapa policial. É um dos casos mais fisicamente exigentes da série, com a geografia do crime a desempenhar um papel tão decisivo quanto qualquer pista forense, obrigando a equipa a trocar laboratórios por botas enlameadas e noites ao relento.
A floresta, vasta, densa e sem testemunhas, funciona como cúmplice silenciosa do assassino, escondendo pistas tão depressa quanto a chuva as apaga. Helen precisa de pensar como caçador, não como detetive de secretária, para antecipar o próximo movimento de alguém que conhece aquele terreno melhor do que qualquer mapa policial. É um dos casos mais fisicamente exigentes da série, com a geografia do crime a desempenhar um papel tão decisivo quanto qualquer pista forense, obrigando a equipa a trocar laboratórios por botas enlameadas e noites ao relento.
+ ver maisCrimes violentos com elementos de perseguição; sem detalhe gráfico gratuito.
A Floresta do Mal é daqueles livros que me deixaram com os nervos à flor da pele do princípio ao fim — há algo primitivo e aterrador na ideia de ser caçado num território que não controlamos. Arlidge usa a floresta quase como uma personagem, hostil e indiferente, e isso eleva a tensão muito além do habitual confronto entre polícia e suspeito. O que mais gostei foi ver Helen aprender a confiar no instinto de sobrevivência tanto quanto no treino formal, uma lição que a aproxima, de forma inesperada e algo desconfortável, dos próprios predadores que passou a carreira inteira a caçar.