★★★★★ data a confirmar
| Editora | Topseller |
| Ano | 2020 |
Depois de anos a liderar investigações e a estudar o comportamento de outros predadores, Helen vê-se, pela primeira vez, do lado oposto da caçada: é ela quem está a ser observada, estudada e, lentamente, encurralada por alguém que conhece os seus métodos tão bem quanto ela própria os conhece. O habitual jogo de gato e rato inverte-se por completo, e Helen precisa de aplicar a si mesma toda a cautela e toda a paranoia profissional que normalmente reserva para os suspeitos que persegue, sabendo que um único deslize pode ser fatal.
É um regresso marcadamente mais pessoal e mais perigoso do que o habitual, com um adversário que estudou Helen ao pormenor durante meses, talvez anos, conhecendo rotinas, hábitos e pequenas manias que ela própria talvez nem soubesse que tinha. A tensão psicológica substitui aqui grande parte da investigação procedimental habitual da série, transformando cada rua familiar de Southampton num potencial local de emboscada. Helen já não pode confiar no território que sempre considerou seu, e essa incerteza permanente alimenta todo o livro. Cada mensagem deixada pelo perseguidor é também uma prova de quão perto ele já esteve, e Helen percebe que desta vez a caça pode terminar dentro da própria casa.
É um regresso marcadamente mais pessoal e mais perigoso do que o habitual, com um adversário que estudou Helen ao pormenor durante meses, talvez anos, conhecendo rotinas, hábitos e pequenas manias que ela própria talvez nem soubesse que tinha. A tensão psicológica substitui aqui grande parte da investigação procedimental habitual da série, transformando cada rua familiar de Southampton num potencial local de emboscada. Helen já não pode confiar no território que sempre considerou seu, e essa incerteza permanente alimenta todo o livro. Cada mensagem deixada pelo perseguidor é também uma prova de quão perto ele já esteve, e Helen percebe que desta vez a caça pode terminar dentro da própria casa.
+ ver maisCrimes violentos e perseguição direta à protagonista; sem detalhe gráfico gratuito.
O Gato e o Rato marca o regresso de Helen depois de uma pausa na série, e sente-se logo nas primeiras páginas que algo mudou nela, uma vigilância nova que nunca tinha estado tão presente antes. Arlidge inverte com inteligência a dinâmica habitual, transformando a caçadora experiente em presa, e isso só por si já torna este um dos livros mais tensos da saga. O que mais me cativou foi ver uma Helen mais cautelosa, mais consciente da própria vulnerabilidade do que em qualquer livro anterior, finalmente obrigada a sentir na pele o medo que tantas vítimas sentiram antes dela.