★★★★★ lido em 31/01/2025
| Editora | Alma dos Livros |
| Ano | 2023 |
Bastam poucos minutos de descuido, um instante de distração numa tarde de calor, para uma criança de três anos desaparecer de dentro de uma tenda de campismo na costa inglesa. O pânico instala-se de imediato entre a família e os vizinhos de acampamento, e as primeiras horas, as mais decisivas em qualquer desaparecimento, começam a esgotar-se sem uma única pista sólida. Kate e Tristan mergulham numa investigação que rapidamente sai de controlo, alimentada por boatos, suspeitos improváveis e uma comunicação social que não lhes dá tréguas, e cada hora que passa reduz, de forma cada vez mais evidente, as hipóteses de encontrar a criança com vida.
O relógio a contar é o que distingue este caso de todos os anteriores da série: não há tempo para o cuidado metódico a que Kate está habituada, nem espaço para seguir pistas com calma. A pressão constante expõe até onde Kate está disposta a ir quando esperar deixa definitivamente de ser opção, e Tristan vê-a tomar decisões que, noutro caso, com mais tempo disponível, teria sem dúvida questionado. A amizade entre os dois é posta à prova de uma forma nova, mais crua do que em qualquer livro anterior.
O relógio a contar é o que distingue este caso de todos os anteriores da série: não há tempo para o cuidado metódico a que Kate está habituada, nem espaço para seguir pistas com calma. A pressão constante expõe até onde Kate está disposta a ir quando esperar deixa definitivamente de ser opção, e Tristan vê-a tomar decisões que, noutro caso, com mais tempo disponível, teria sem dúvida questionado. A amizade entre os dois é posta à prova de uma forma nova, mais crua do que em qualquer livro anterior.
+ ver maisEnvolve o desaparecimento de uma criança; tratado com tensão, mas sem detalhe explícito. Envolve também cenas de perigo físico direto para a protagonista.
A esta altura da série, a parceria com Tristan está já bem consolidada, a funcionar como uma máquina bem oleada, o que torna ainda mais impactante ver tudo a tremer sob a pressão deste caso. Este livro lembra Kate, da pior maneira possível, que a redenção que persegue nunca vem de graça: sai fisicamente marcada da investigação, e isso deixou-me verdadeiramente inquieto como leitor. É o livro em que a parceria entre os dois é posta à prova pela primeira vez, não propriamente pelo caso em si, mas pela forma teimosa como Kate decide enfrentá-lo sozinha, escondendo de Tristan mais do que devia. Um dos volumes mais tensos da série.