★★★★★ data a confirmar
| Editora | Alma dos Livros |
| Ano | 2021 |
O regresso de Kay Sharp à pequena cidade montanhosa de Mount Chester, de onde fugiu ainda jovem e jurou nunca mais voltar, acontece pelas piores razões possíveis: o corpo de uma rapariga foi encontrado nas águas paradas do lago que domina a paisagem local, imóvel como se o próprio lugar se recusasse a libertar os seus segredos. Reencontrar as ruas estreitas e os rostos que a viram crescer significa também reencontrar tudo o que a fez fugir — memórias que tentou enterrar numa carreira construída bem longe dali. Mas o caso não espera por reconciliações: exige que Kay separe a profissional em que se tornou da adolescente assustada que um dia foi.
Mount Chester recebe-a com a hostilidade silenciosa reservada a quem parte e nunca mais volta, um silêncio que Kay sente em cada porta que bate. É uma cidade pequena, do tipo em que todos conhecem a história de todos, e a história de Kay é precisamente aquela de que ninguém quer falar. Elliot, o colega que a acompanha nesta investigação, torna-se rapidamente a única pessoa que a trata como a profissional experiente que é, e não como a filha pródiga em fuga que a cidade insiste em ver nela. Entre os dois cresce uma confiança cautelosa que se revelará essencial à medida que o caso avança.
Mount Chester recebe-a com a hostilidade silenciosa reservada a quem parte e nunca mais volta, um silêncio que Kay sente em cada porta que bate. É uma cidade pequena, do tipo em que todos conhecem a história de todos, e a história de Kay é precisamente aquela de que ninguém quer falar. Elliot, o colega que a acompanha nesta investigação, torna-se rapidamente a única pessoa que a trata como a profissional experiente que é, e não como a filha pródiga em fuga que a cidade insiste em ver nela. Entre os dois cresce uma confiança cautelosa que se revelará essencial à medida que o caso avança.
+ ver maisCrimes violentos e referências a trauma familiar; tratados sem detalhe gráfico gratuito.
Confesso que comecei A Rapariga do Lago Silencioso à espera de mais um policial de fórmula e fiquei agradavelmente surpreendido: funciona tanto como thriller quanto como história de regresso a casa, um subgénero que Wolfe maneja com mais subtileza do que é hábito no policial americano. O crime é só o pretexto; o verdadeiro mistério do livro, para mim, é perceber porque é que Kay, com uma carreira inteira construída a fugir de Mount Chester, continua tão irremediavelmente presa a esse lugar. É um arranque de série que privilegia atmosfera e tensão psicológica a reviravoltas mirabolantes, e confesso que isso me conquistou logo nas primeiras páginas.