★★★★ 2016
| Editora | Topseller |
| Ano | 2016 |
Na floresta dinamarquesa aparece o corpo de uma mulher que ninguém deu como desaparecida, com uma cicatriz bem visível no rosto e nenhuma identificação. Louise Rick, acabada de assumir a chefia do departamento de investigações especiais, pega no caso e descobre que a vítima passou anos numa instituição para crianças com deficiência mental, uma das raparigas esquecidas que as famílias deixaram para trás sem nunca mais perguntarem por elas.
O problema é que, segundo os registos oficiais, tanto ela como a irmã gémea morreram há várias décadas. Entre arquivos fechados, antigos funcionários que preferem o silêncio e uma instituição que guardou segredos durante trinta anos, a investigação obriga Louise a confrontar abusos institucionais, crimes em série e, ao mesmo tempo, os fantasmas do seu próprio passado. É o primeiro volume da trilogia das Pessoas Desaparecidas, um policial pesado mas contido, mais interessado na injustiça feita aos esquecidos do que no choque gratuito. Louise insiste em abrir o que todos preferiam manter fechado, e cada porta que se abre traz outra pergunta. A verdade sobre o que aconteceu às raparigas revela-se mais antiga, e mais próxima, do que qualquer pista inicial fazia supor, num livro que pede paciência e recompensa quem a tem.
O problema é que, segundo os registos oficiais, tanto ela como a irmã gémea morreram há várias décadas. Entre arquivos fechados, antigos funcionários que preferem o silêncio e uma instituição que guardou segredos durante trinta anos, a investigação obriga Louise a confrontar abusos institucionais, crimes em série e, ao mesmo tempo, os fantasmas do seu próprio passado. É o primeiro volume da trilogia das Pessoas Desaparecidas, um policial pesado mas contido, mais interessado na injustiça feita aos esquecidos do que no choque gratuito. Louise insiste em abrir o que todos preferiam manter fechado, e cada porta que se abre traz outra pergunta. A verdade sobre o que aconteceu às raparigas revela-se mais antiga, e mais próxima, do que qualquer pista inicial fazia supor, num livro que pede paciência e recompensa quem a tem.
+ ver maisContém abusos institucionais, violência sexual, crimes em série e referências a suicídio; tom sombrio do início ao fim.
Uma boa porta de entrada para Louise Rick: o caso é sólido, a protagonista é humana e o tema, a forma como uma sociedade apaga quem não consegue defender-se, deixa marcas. O ritmo oscila a meio do livro e algumas soluções são demasiado convenientes, mas a atmosfera nórdica, fria e melancólica, compensa. Lê-se bem sem conhecer nada antes e deixa logo vontade de continuar com O Trilho da Morte, que retoma o fio onde este termina. Dei-lhe quatro estrelas. Recomendo-o a quem aprecia o policial nórdico mais social do que sangrento e a quem quer conhecer Blædel sem grandes compromissos.