★★★★ 2016
| Editora | Topseller |
| Ano | 2016 |
Um rapaz de quinze anos desaparece sem deixar rasto e Louise Rick, à frente do departamento de pessoas desaparecidas, pega no caso com a urgência de quem sabe que as primeiras horas contam. As buscas levam a polícia a uma floresta onde aparecem corpos enterrados, e a investigação ganha uma dimensão que ninguém esperava, com rituais antigos, crenças nórdicas e um carvalho de sacrifício a ligar vítimas separadas por décadas.
Em paralelo, o livro retoma o fio pessoal deixado em As Raparigas Esquecidas: a morte de Klaus, o primeiro amor de Louise, dada como suicídio há vinte anos, deixa de poder ser ignorada. Com Eik ao lado, a servir-lhe de apoio, Louise avança por um terreno onde o caso e a vida privada se tocam, e a floresta, mais do que cenário, torna-se personagem. É o segundo volume da trilogia das Pessoas Desaparecidas e funciona melhor lido logo a seguir ao primeiro, com tensão que cresce sem pressa. As revelações vão mudando o que julgávamos saber sobre as vítimas e sobre quem as procura, e quem leu o volume anterior encontra aqui a continuação natural, com personagens já conhecidas e as consequências diretas do que ficou por resolver. Os crimes ligam-se de forma inesperada ao longo do livro.
Em paralelo, o livro retoma o fio pessoal deixado em As Raparigas Esquecidas: a morte de Klaus, o primeiro amor de Louise, dada como suicídio há vinte anos, deixa de poder ser ignorada. Com Eik ao lado, a servir-lhe de apoio, Louise avança por um terreno onde o caso e a vida privada se tocam, e a floresta, mais do que cenário, torna-se personagem. É o segundo volume da trilogia das Pessoas Desaparecidas e funciona melhor lido logo a seguir ao primeiro, com tensão que cresce sem pressa. As revelações vão mudando o que julgávamos saber sobre as vítimas e sobre quem as procura, e quem leu o volume anterior encontra aqui a continuação natural, com personagens já conhecidas e as consequências diretas do que ficou por resolver. Os crimes ligam-se de forma inesperada ao longo do livro.
+ ver maisContém violência ritual, agressão sexual, crueldade com animais e fanatismo religioso; passagens perturbadoras.
Aqui o policial cruza-se com a história pessoal de Louise, e é isso que o torna o volume mais envolvente da trilogia. A floresta, os rituais e o carvalho dão-lhe uma atmosfera quase gótica, e Blædel consegue que o caso e o passado da protagonista avancem juntos sem se atropelarem. Há momentos desconfortáveis, que não tenho vontade de repetir tão cedo, mas a leitura é compulsiva e o desfecho justifica a espera. Dei-lhe quatro estrelas. Para ler logo depois do primeiro, sem intervalos. Uma recomendação: ter o primeiro volume fresco na memória, porque as referências são constantes. Não me arrependi de o ler de seguida.