★★★★★ 2015
| Editora | Alfaguara |
| Ano | 2016 |
Depois do sucesso do primeiro caso, Marcus Goldman afasta-se do mistério policial puro para revisitar uma ferida muito mais pessoal: a história dos primos de Baltimore, o ramo rico e deslumbrante da família Goldman, que ele idolatrava em criança. Entre férias de verão cheias de inveja e admiração, nasce um trio inseparável — Marcus, o primo Hillel e o amigo Woody — e um segredo que, anos depois, haveria de destruir a família inteira numa só noite, conhecida entre eles apenas como "o Drama".
O romance alterna entre a infância dourada dos três rapazes e o presente de Marcus, já escritor consagrado, a tentar perceber finalmente o que aconteceu naquela noite que apagou a fortuna, o estatuto e quase toda a família de Baltimore. Dicker troca o procedimental de Aurora por algo mais próximo da tragédia familiar, construída com a mesma mestria em dosear revelações, mas agora ao serviço de uma história sobre inveja, amor não correspondido e o peso de comparações nunca pedidas entre primos. É um livro mais lento a arrancar, mas que ganha uma força emocional rara quando o segredo final é finalmente revelado, obrigando o leitor a reler toda a infância contada até ali sob uma luz bem mais sombria.
O romance alterna entre a infância dourada dos três rapazes e o presente de Marcus, já escritor consagrado, a tentar perceber finalmente o que aconteceu naquela noite que apagou a fortuna, o estatuto e quase toda a família de Baltimore. Dicker troca o procedimental de Aurora por algo mais próximo da tragédia familiar, construída com a mesma mestria em dosear revelações, mas agora ao serviço de uma história sobre inveja, amor não correspondido e o peso de comparações nunca pedidas entre primos. É um livro mais lento a arrancar, mas que ganha uma força emocional rara quando o segredo final é finalmente revelado, obrigando o leitor a reler toda a infância contada até ali sob uma luz bem mais sombria.
+ ver maisTemas de perda familiar e luto; sem violência gráfica.
Este é o livro que mais arrisca na trilogia, e paga esse risco com uma das histórias de família mais comoventes que já li no género. Há menos mistério policial clássico e mais tragédia grega em miniatura, construída à volta de três rapazes e de uma inveja que nunca foi dita em voz alta. Dicker continua a dominar o timing das revelações, mas aqui o alvo é o coração, não só a curiosidade. Senti mais do que de costume, e isso, numa trilogia já tão boa, diz muito.