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A Rapariga Sem Nome
LESLIE WOLFE

A Rapariga Sem Nome

★★★★★ data a confirmar

EditoraAlma dos Livros
Ano2016

Sinopse

Um cadáver sem identidade é encontrado ao amanhecer, à beira de uma estrada secundária, com um padrão que rapidamente aponta para um assassino em série ainda desconhecido das autoridades locais. Não há documentos, não há impressões digitais no sistema, nada que ligue o corpo a um nome ou a uma família que possa ser avisada. Tess Winnett, agente especial do FBI recém-chegada ao caso, começa a reconstruir a identidade da vítima a partir de quase nada, num território que ainda está a aprender a conhecer, e onde ainda precisa de provar, a si própria e aos colegas, que merece o lugar que ocupa.

É o primeiro caso de Tess como protagonista da própria investigação, e Wolfe usa-o para estabelecer o método que viria a definir toda a série: observação meticulosa, paciência quase obsessiva, e recusa total em aceitar becos sem saída como resposta final e definitiva. Cada pista recusada por outros agentes torna-se, para ela, um ponto de partida em vez de um fim de linha, e é nesse contraste, entre o ceticismo alheio e a teimosia de Tess, que o livro constrói a sua tensão mais duradoura, antes mesmo de qualquer confronto direto acontecer.

É o primeiro caso de Tess como protagonista da própria investigação, e Wolfe usa-o para estabelecer o método que viria a definir toda a série: observação meticulosa, paciência quase obsessiva, e recusa total em aceitar becos sem saída como resposta final e definitiva. Cada pista recusada por outros agentes torna-se, para ela, um ponto de partida em vez de um fim de linha, e é nesse contraste, entre o ceticismo alheio e a teimosia de Tess, que o livro constrói a sua tensão mais duradoura, antes mesmo de qualquer confronto direto acontecer.

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Atmosfera

vítima sem identidadeestreia da agentecorrida contra o tempo

Aviso de conteúdo

Crimes violentos em série; sem detalhe gráfico gratuito.

Nota do Inspetor Enredo

A Rapariga Sem Nome é, acima de tudo, um exercício de construção de método: Wolfe passa menos tempo a explicar quem é Tess e mais tempo a mostrar como ela pensa, caso a caso, pista a pista, decisão a decisão. É essa escolha, pouco comum num livro de estreia de série, que torna o arranque mais lento mas também mais recompensador para quem gosta de procedimentais genuínos, mais interessados no raciocínio do que no espetáculo gratuito. Confesso que demorei a entrar de vez na história, mas assim que percebi o que Wolfe estava a construir, a paciência valeu completamente a pena, e fechei o livro já ansioso pelo seguinte.

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