★★★★ lido em 04/11/2022
| Editora | Alma dos Livros |
| Ano | 2018 |
Numa noite quente de verão, com o calor a pesar sobre Londres como um cobertor húmido, Erika é chamada a uma cena de crime perturbadora: uma vítima asfixiada, com um simples saco de plástico colocado sobre a cabeça, quase com delicadeza. Dias depois, antes de a equipa sequer fechar o primeiro processo, surge uma segunda vítima nas mesmas circunstâncias exactas, e Erika percebe, com um arrepio que o calor não explica, que enfrenta um assassino metódico, paciente, que escolhe as suas presas com um cuidado gélido e um prazer perturbador em deixar a assinatura bem visível.
O saco de plástico não é acidente nem improviso: é uma assinatura deliberada, quase teatral, de alguém que estuda as vítimas durante semanas antes de agir, nunca por impulso, sempre com um plano. Enquanto a investigação avança, lenta e frustrante, Erika começa a receber mensagens anónimas que sugerem estar a ser observada de perto, talvez pelo próprio assassino, e a linha que separa investigar de ser investigada esbate-se um pouco mais a cada dia que passa. O medo instala-se na equipa, mas é Erika quem sente o peso mais de perto, sabendo que qualquer passo em falso pode custar-lhe a próxima vida.
O saco de plástico não é acidente nem improviso: é uma assinatura deliberada, quase teatral, de alguém que estuda as vítimas durante semanas antes de agir, nunca por impulso, sempre com um plano. Enquanto a investigação avança, lenta e frustrante, Erika começa a receber mensagens anónimas que sugerem estar a ser observada de perto, talvez pelo próprio assassino, e a linha que separa investigar de ser investigada esbate-se um pouco mais a cada dia que passa. O medo instala-se na equipa, mas é Erika quem sente o peso mais de perto, sabendo que qualquer passo em falso pode custar-lhe a próxima vida.
+ ver maisCrimes violentos típicos do género; nada fora do habitual para quem já lê thrillers policiais. Inclui perseguição e ameaça direta à protagonista.
Erika começa a recuperar terreno profissional, mas este caso marca a primeira vez que o perigo deixa de ser só o do caso e passa a ser dela própria — o assassino sabe que ela anda atrás dele. A confiança profissional de Erika cresce, mas à custa de uma vigilância constante que começa a desgastá-la. Adoro este livro precisamente por essa viragem: Bryndza transforma o caça ao assassino numa tensão de perseguição pessoal, e senti o coração acelerado em capítulos inteiros. Há algo de genuinamente assustador em ler sobre alguém a ser observado sem saber por quem, e a forma como a autora dosifica essa paranoia, sem nunca exagerar, mostra um domínio de ritmo impressionante.