★★★★ 2015
| Editora | Companhia das Letras / Record |
| Ano | 2015 |
Anos depois do julgamento, Mikael Blomkvist atravessa um período de irrelevância profissional, com a Millennium a perder terreno para o jornalismo digital, quando é contactado por Frans Balder, um cientista de inteligência artificial aterrorizado por ter descoberto que o seu programa foi roubado, e que a sua própria vida, e a do filho autista e sobredotado, Augustus, corre perigo. Lisbeth Salander, agora também hacker profissional disposta a vender os seus serviços a quem denuncia corrupção, entra no caso quando o próprio Balder a contacta horas antes de ser assassinado.
A investigação mergulha num mundo de espionagem informática, agências de informação internacionais e uma organização criminosa russa com ligações diretas ao passado mais obscuro de Lisbeth: a sua irmã gémea, Camilla, de quem está afastada há décadas e que se tornou uma adversária tão perigosa quanto o pai que ambas partilharam. Lagercrantz assume a série depois da morte de Larsson com um thriller tecnológico mais contemporâneo, centrado em inteligência artificial e ciberespionagem, mantendo Lisbeth tão implacável como sempre mas introduzindo uma mitologia familiar nova, a rivalidade entre irmãs gémeas, que viria a definir os livros seguintes da continuação.
A investigação mergulha num mundo de espionagem informática, agências de informação internacionais e uma organização criminosa russa com ligações diretas ao passado mais obscuro de Lisbeth: a sua irmã gémea, Camilla, de quem está afastada há décadas e que se tornou uma adversária tão perigosa quanto o pai que ambas partilharam. Lagercrantz assume a série depois da morte de Larsson com um thriller tecnológico mais contemporâneo, centrado em inteligência artificial e ciberespionagem, mantendo Lisbeth tão implacável como sempre mas introduzindo uma mitologia familiar nova, a rivalidade entre irmãs gémeas, que viria a definir os livros seguintes da continuação.
+ ver maisViolência pontual; menos gráfica que a trilogia original de Larsson.
Assumir a pena de Stieg Larsson era uma tarefa quase impossível, e Lagercrantz sai-se razoavelmente bem, ainda que o resultado seja inevitavelmente diferente: mais tecnológico, mais internacional, menos cru socialmente do que a trilogia original. A introdução da irmã gémea Camilla dá à mitologia de Lisbeth um novo fôlego, mesmo que por vezes pareça um pouco forçada. Não tem a urgência social dos três primeiros livros, mas continua a ser um thriller competente, e ver Lisbeth outra vez em ação compensa as comparações inevitáveis.