★★★★★ 2007
| Editora | Companhia das Letras / Record |
| Ano | 2009 |
Gravemente ferida depois de ser baleada na cabeça pelo próprio pai, Lisbeth Salander passa os primeiros capítulos deste volume final da trilogia original internada e sob custódia policial, à espera de um julgamento que decidirá se volta a ser declarada legalmente incapaz. Mikael Blomkvist, convencido de que só a verdade completa sobre Zalachenko a pode salvar, prepara uma edição de Millennium inteiramente dedicada a expor a "Secção", uma célula secreta e ilegal dentro dos serviços secretos suecos que protegeu o antigo espião durante décadas.
À medida que o julgamento se aproxima, a Secção torna-se cada vez mais desesperada para impedir que a verdade venha a público, recorrendo a vigilância, intimidação e, por fim, violência direta contra Mikael e os seus aliados. O romance transforma-se num confronto entre uma pequena equipa de jornalistas e advogados determinados e um aparelho de estado disposto a tudo para proteger um segredo de décadas, com Lisbeth, ainda fisicamente debilitada, a travar a sua própria batalha nos bastidores através de meios que só ela domina. É o fecho mais político da trilogia, menos centrado no mistério policial clássico e mais na corrupção institucional, culminando num julgamento tenso onde Lisbeth finalmente enfrenta, de frente e em público, todos os que a tentaram silenciar.
À medida que o julgamento se aproxima, a Secção torna-se cada vez mais desesperada para impedir que a verdade venha a público, recorrendo a vigilância, intimidação e, por fim, violência direta contra Mikael e os seus aliados. O romance transforma-se num confronto entre uma pequena equipa de jornalistas e advogados determinados e um aparelho de estado disposto a tudo para proteger um segredo de décadas, com Lisbeth, ainda fisicamente debilitada, a travar a sua própria batalha nos bastidores através de meios que só ela domina. É o fecho mais político da trilogia, menos centrado no mistério policial clássico e mais na corrupção institucional, culminando num julgamento tenso onde Lisbeth finalmente enfrenta, de frente e em público, todos os que a tentaram silenciar.
+ ver maisReferências a violência e abuso; tom mais político e menos gráfico que o livro anterior.
O fecho perfeito para a trilogia original: menos mistério policial, mais tribunal e conspiração de estado, mas sem perder um segundo de tensão. Ver Lisbeth, ainda a recuperar fisicamente, a orquestrar a sua própria defesa através de meios que a polícia nem imagina, é um dos momentos mais satisfatórios de toda a série. Larsson morreu antes de ver estes livros publicados, e é uma pena genuína — deixou Lisbeth Salander como uma das grandes criações do género, cheia de lugar para crescer, o que os livros seguintes, já de outro autor, tentam honrar.