★★★★★ 2006
| Editora | Companhia das Letras / Record |
| Ano | 2009 |
Um ano depois dos eventos na ilha dos Vanger, Lisbeth Salander regressa à Suécia depois de meses ausente, rica de um dinheiro que roubou a um financista corrupto, mas tão fechada ao mundo como sempre. Quando dois jornalistas que investigavam uma rede de tráfico sexual para a revista Millennium são assassinados, e a arma do crime tem as impressões digitais de Lisbeth, ela torna-se, da noite para o dia, a suspeita número um de um triplo homicídio.
Enquanto foge e se esconde, Lisbeth usa as suas competências de hacker para se defender sozinha, ao mesmo tempo que Mikael Blomkvist, convencido da sua inocência, tenta provar que a verdadeira história está muito mais funda: ligada a Alexander Zalachenko, um antigo espião soviético refugiado na Suécia, protegido durante décadas por uma facção secreta dos serviços secretos, e que é, afinal, o pai de Lisbeth. O romance revela finalmente a infância de Lisbeth, o trauma que a levou a tentar matar o próprio pai aos doze anos, e a razão pela qual o estado sueco a internou e manietou legalmente durante anos para proteger um segredo de estado. É o volume mais pessoal da trilogia, e o que mais aprofunda Lisbeth como personagem.
Enquanto foge e se esconde, Lisbeth usa as suas competências de hacker para se defender sozinha, ao mesmo tempo que Mikael Blomkvist, convencido da sua inocência, tenta provar que a verdadeira história está muito mais funda: ligada a Alexander Zalachenko, um antigo espião soviético refugiado na Suécia, protegido durante décadas por uma facção secreta dos serviços secretos, e que é, afinal, o pai de Lisbeth. O romance revela finalmente a infância de Lisbeth, o trauma que a levou a tentar matar o próprio pai aos doze anos, e a razão pela qual o estado sueco a internou e manietou legalmente durante anos para proteger um segredo de estado. É o volume mais pessoal da trilogia, e o que mais aprofunda Lisbeth como personagem.
+ ver maisViolência física intensa e referências a abuso na infância.
Se o primeiro livro apresentou Lisbeth, este pertence-lhe por inteiro, e é aqui que a série passa de muito boa a extraordinária. Larsson usa o formato da fugitiva perseguida para finalmente explicar a personagem mais fascinante que criou, sem nunca a tornar simpática ou fácil de gostar — continua áspera, continua distante, mas agora percebemos porquê. A revelação sobre Zalachenko é de armar em pelo, e a forma como o estado sueco é cúmplice do seu silêncio é tão perturbadora quanto o próprio crime.